ADR 0008desconhecido
Modelo operacional: Ale é líder v1, serviço + software
ADR 0008 — Modelo operacional: Ale é líder v1, serviço + software
Decisão
Na v1, GLC é serviço + software, não SaaS puro.
- Operador humano: Ale Pinzon é a líder do projeto — opera o sistema junto com o cliente.
- Software: ferramenta interna + painel do cliente (semáforo de licenças).
- Entrega ao cliente: serviço de gestão de licenças, com painel acessível como benefício.
SaaS self-service (cliente opera sozinho sem Ale) fica para v2+, quando o fluxo estiver maduro.
Racional
Por que Ale como líder v1:
- Valida hipótese comercial sem precisar estruturar time
- Ale tem o conhecimento de domínio (licenças, órgãos, processos) para operar com o cliente
- Software puro na v1 é caixa-preta sem cliente real testando — Ale preenche o gap com operação manual
Por que serviço + software (não SaaS puro):
- Empresa de serviço + software cobra mais que SaaS puro (ver ADR 0007 — 3 componentes)
- Onboarding cobrável (fee R$ 500-1000) só existe em serviço, não em SaaS self-service
- Cliente de licença não quer operar software novo — quer problema resolvido
- Maturidade do fluxo vem da operação, não do design upfront
Convivência com SaaS futuro (v2+)
Os dois modelos podem coexistir:
- Cliente que quer operar sozinho usa o software → SaaS self-service (preço menor)
- Cliente que quer terceirizar operação → serviço + software (preço maior)
Duas receitas do mesmo código.
Consequências para a v1
Positivas:
- Ale valida hipótese de atendimento no dia-a-dia — se operação manual não funciona, SaaS não ia funcionar também
- Aprendizado operacional vira produto (fluxos, templates, checklist) que depois automatiza
- Margem maior desde o primeiro cliente
Negativas / a monitorar:
- Escalabilidade linear com operação humana — 10 clientes = muito trabalho pra Ale. Gate natural pra automatizar os fluxos mais repetitivos antes de captar mais.
- Se Ale não tem tempo disponível pra operar, modelo quebra. Este é o primeiro teste operacional — agendar a call já faz parte dessa validação.
- Risco de lock-in no Ale — se Ale sair, operação para. Mitigação: documentar procedimentos desde o primeiro cliente (checklist, templates, scripts).
Ratificação pendente
Aguarda ratificação de Ale na call. Se Ale declinar o papel de líder, projeto re-avalia:
- Buscar outro operador (risco de parceria, diluição 50/50)
- Pivotar para SaaS self-service (muda preço, muda proposta, muda v1)
- Pausar projeto
Ligação com as regras
- Regra 1 princípio 5 (simples até provar que precisa ser complexo — operação manual antes de automação)
- Regra 1 princípio 3 (validar antes de empilhar — operação valida fluxo pra depois virar produto)
- Regra 1 princípio 6 (IA executa, humano arquiteta — Ale é o humano que arquiteta a operação)